FAZENDO MISSÕES

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Estudos

O QUE SE DEVE ESPERAR DO DIÁCONO NO PAPEL DA PESSOA QUE PROMOVERÁ RELACIONAMENTOS ENTRE AS GERAÇÕES?
Pr. Edison Vicente do Nascimento

Atos 6.1-7
Introdução:
Quero partir do texto clássico de Atos 6.1-7 e tentar propor algumas idéias que possam ajudar a refletir sobre a questão aqui apresentada:
Dois aspectos se apresentam: Primeiro: O que a Igreja do século I esperou do diácono. E o segundo aspecto é: O que a Igreja do século XXI deve esperar do diácono?
Para refletir sobre a primeira questão, quero propor que a Igreja do século I, à luz do texto lido, esperou:
1º Que o diácono fosse alguém capaz de relacionar-se com diferentes. (V1 “...houve murmuração dos helenistas contra os hebreus...”)
2º Que o diácono fosse alguém capaz de facilitar o relacionamento de outros com Deus. (V2 “Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus para servir às mesas”)
3º Que o diácono fosse alguém bem relacionado com a liderança, de modo a merecer a confiança da Igreja. (V 3 “Irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação (...), aos quais encarregaremos deste serviço”)
4º Que o diácono fosse alguém que mantivesse bom relacionamento com o Espírito Santo. (V3 “Escolhei dentre vós sete homens (...) cheios do Espírito Santo...”
5º Que o diácono fosse alguém cujo trabalho fomentaria o relacionamento do homem consigo mesmo, a partir da Palavra e da oração. (V 4 “E, quanto a nós nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra”)
6º Que o diácono fosse alguém bem relacionado com sua comunidade.(V 5ª “O parecer agradou a toda a comunidade...”)
7º Que o diácono fosse alguém bem relacionado com as autoridades espirituais. (V6 “Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.”)
8º Que o diácono fosse alguém capaz de relacionar-se com os não salvos de modo a trazê-los ao conhecimento de Jesus. (V 7 “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém se multiplicava o número dos discípulos...”
Será que há muita diferença entre o que a Igreja do Século I esperou e aquilo que a Igreja deste Século deve esperar do Diácono? Este é o segundo aspecto que quero refletir com os irmãos.
II. O que a Igreja deste século deve esperar do diácono?
Espera-se que o diácono seja fiel às Escrituras aceitando o papel que lhe foi designado na Igreja.
1. Que o diácono se preste a olhar com maior atenção para os marginalizados – Relacionamento com uma nova geração de estranhos ( V 1 “as viúvas deles estavam sendo esquecidas...”)

2. Que o diácono seja um fomentador de pessoas que se devotem à Palavra – Relacionamento com uma nova geração de gente faminta em agradar a Deus ( V2 “Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus”)

3. Que o diácono seja uma pessoa que sempre mereça a confiança da Igreja – Relacionamento com uma nova geração de irmãos na fé ( v3 “... aos quais encarregaremos deste serviço”)

4. Que o diácono seja exemplo para as novas gerações quanto ao modo como se dedica ao serviço de Deus – Relacionamento com as novas demandas que desafiam anunciar a mensagem do Reino (V 4 “E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra”)

5. Que o diácono esteja sempre disponível para servir a Deus por meio da sua comunidade – Relacionamento com as novas famílias que passam a freqüentar a comunidade (V5 “...elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo...”)

6. Que o diácono se apresente como a pessoa que promoverá o relacionamento com Deus das pessoas que estão longe de Jesus – Relacionamento com uma nova geração de pessoas estranhas ao evangelho. (V7 “Crescia a palavra de Deus (...) e também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé”)

7. Que o diácono seja um fomentador do treinamento de novos discípulos de Cristo – Relacionamento com uma nova geração que almeja crescer na fé e na capacidade de testemunhar (v. 1 “Ora, naqueles dias multiplicando-se o número de discípulos” V7 “... em Jerusalém se multiplicava o número de discípulos...”)

Conclusão:

O Diácono que é convidado a integrar as novas gerações a partir dos relacionamentos é alguém desafiado a ser um agente ativo na construção do Reino de Deus em nossa geração. Os desafios e as demandas continuam tão urgentes ou mais do que o foram no Século I. Esta, portanto, irmãos, é a nossa vez. É hora de agir!
Que resposta cada um está disposto a dar ao Senhor diante da convocação?

(Mensagem proferida na manhã do dia 18/10/2008 por ocasião do III Congresso Regional Para Diáconos do NE, 17 e 18 de outubro de 2008, PIB de Natal. Organização da ADBRN – Associação dos Diáconos Batistas do Rio Grande do Norte)

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