FAZENDO MISSÕES

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REMENDOS

(Mt. 27:51a) Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo.

Esse texto nos coloca diante de um fato absolutamente divisor de águas na história da humanidade. Aqui pela historicidade da narrativa Bíblica podemos contemplar Jesus conquistando para nós o inviolável direito de acessar a santíssima sala do trono, e consequentemente a majestosa presença do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Instantes antes o Senhor Jesus havia dado o mais significativo brado de vitória sobre o pecado, a morte e o diabo ao entregar seu Espírito.

O rasgar do véu nos coloca diante do incontestável fato de que não carecemos mais da mediação sacerdotal para acessar a presença de Deus. Isso significa dizer que não necessitamos mais que líderes religiosos busque acesso a Deus a nosso favor. O rasgar do véu nos coloca diante do “SACERDÓCIO UNIVERSAL DOS SALVOS”.

(Hb. 4:14-16) Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

O rasgar do véu nos assegura o livre direito de administrar nosso acesso pessoal ao Deus santo, e agora acessível a todos que crêem em seu filho Jesus. Por acreditar nisso santos de Deus enfrentaram as mais terríveis perseguições em diferentes épocas de nossa história. Santos foram perseguidos ferozmente em um período chamado santa inquisição tendo seus bens e vidas ceifadas sem qualquer escrúpulo e piedade. Posteriormente a isso, o pensamento do livre acesso ao trono da graça viria a ser a base que sedimentaria a reforma protestante. Nesse movimento reformador tantos outros santos perderam bens e privilégios por acreditar que a sala do trono agora era acessível a todos que criam em Cristo. Tudo isso embasado em uma dinâmica ensinada pelo próprio Cristo a quem muitos perseguidores diziam servir.

(Mt. 6:6) Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

O rasgar do véu dialoga conosco a cerca da grande dádiva a nós concedida pelo Pai através de Cristo. O rasgar do véu dialoga conosco dizendo que podemos sim, na particularidade de nossa relação com o próprio Deus encontrar respostas para as indagações de um coração que busca.

Não obstante a tudo isso, nossos olhos enxergam hoje uma verdadeira tentativa de assassinar uma das nuances mais abençoadoras da obra meritória de Cristo. A saber, agentes financeiros que se travestem de líderes cristãos ensinando e praticando o exercício da mediação sacerdotal na vida de alguns néscios no meio do povo de Deus. Estes psêudos líderes pelo ledo engano têm se assenhorado do livre e inviolável direito de acessar a presença de Deus, direito esse conquistado por Cristo na cruz a favor de todos os salvos universalmente.

Nas breves palavras desse post venho a público lhe dizer:

“Não aceite a obra dos que tentam remendar o véu que a obra de Cristo rasgou”.

Estão acintosamente tentando remendar o véu como uma forma de legislar em causa própria. Estão no tempo chamado hoje tentando remendar o véu no afam de obter lucratividade pessoal. Estão tentando remendar o véu, a fim de conseguirem poder e influência sobre as pessoas. Estão querendo remendar o véu na dissimulada tentativa de tirar dos salvos o livre acesso a Deus conquistado por Cristo na cruz. Esse nicolaísmo contemporâneo que tenta remendar o véu apresenta-se como uma mancha doutrinária espúria que insiste em avizinhar tão de perto a igreja de Jesus.

Atentai vós que fazem a igreja do Deus vivo para o crescente movimento sectário desse tempo. Minha constante oração é no sentido de que o povo de Deus mantenha-se firme diante dessas doenças que enfraquecem a saúde de nossa fé. Oro para que o povo de Deus mantenha-se firme diante desses que tentam subtrair o direito a presença viva do Deus vivo no dia a dia daqueles que creram em Jesus.

É tempo sim de exercitar o sacerdócio universal dos salvos (o livre acesso a Deus) que nos foi conquistado por Jesus, ensinado pela ortodoxia apostólica e vivido em sua práxis pelos primeiros cristãos.

Celso Adriano da Silva
Pastor da IB Esperança

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