FAZENDO MISSÕES

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DEVOCIONAL


O IRMÃO CRÊ NO QUE OUVIU?

Ouvi a pergunta de um pastor missionário, após a mensagem proferida pelo pastor Sócrates Oliveira, na última Assembleia convencional. A pergunta revelava preocupação de quem ama a causa batista e tem dado a vida para edificar a Igreja do Senhor em solo brasileiro. Havia sinceridade no inquiridor. Não era comentário banal, tão comum após ouvirmos alguns mensageiros e suas mensagens esfuziantes, mas sem conteúdo de vida e caráter. Quando o mensageiro não é íntegro, a mensagem deixa dúvidas. Não há como separar a mensagem do mensageiro. A Bíblia confirma esta verdade. Alguns mensageiros pagaram com a vida a veracidade da mensagem transmitida. Outros, porem, não foram levados a sério.

Pastor Sócrates pregou o que vive. Sua mensagem, sob inspiração e direção do Espírito Santo, brotou de um coração comprometido e preocupado com a Denominação Batista. Não se revelou ufanista, mas expressou com maestria verdades, que só poderiam ser expostas por ele ou por alguém comprometido com a Denominação e seus rumos. Com a autoridade que lhe é peculiar foi o mensageiro de Deus naquele momento.

Tendo como texto básico 1 Coríntios 3.9, apresentou sucinto diagnóstico histórico do caminho percorrido pelos batistas nestes 130 anos de história. Citou fatos importantíssimos que marcaram a jornada do povo batista em terras brasileiras. Pinçou dados importantes que ainda hoje servem como pilares que sustentam a Denominação. Nos prognósticos para o presente e futuro apresentou, com brilhantismo, o que nos aguarda como povo de Deus.

Creio que a pergunta do amigo missionário trazia no seu bojo a preocupação com o presente sem a possibilidade de futuro. Acostumado a visitar as igrejas, ver, ouvir e assistir algumas aberrações doutrinárias e eclesiológicas, a cada domingo, encontrou dificuldades em crer na totalidade da mensagem. Admitiu a impossibilidade dos prognósticos. Não o condeno por isso. Até concordo que o quadro real se apresenta sombrio em muitas áreas, estimulando a descrença generalizada.

Respondi-lhe que cria de coração no que acabara de ouvir. Como estávamos saindo do auditório, não pude explicar-lhe com mais clareza a razão da minha fé e porque creio na mensagem ouvida. Sintetizo a razão da minha crença:

Creio porque a mensagem integra a experiência de um homem de Deus, que não tem medido esforços para levar a Denominação a crer no seu potencial. Conhece o povo batista. Sabe dos seus muitos defeitos e deslizes. Trabalha com afinco para mudar pontos históricos que ainda nos atormentam e nos fazem sofrer. Creio que a mensagem veio de Deus para o seu povo, mediante as experiências vividas. O Senhor tem falado com persistência ao seu povo em vários momentos, mas a rebeldia em ouvir persiste.

Creio porque vejo no pregador uma coluna de equilíbrio neste momento. Equilíbrio emocional, doutrinário, espiritual e familiar. Homem de uma só mulher com filhas integradas na causa. Mediador íntegro, servo abnegado, que sabe ouvir e dialogar com sapiência com os que não concordam com seu jeito de ser e trabalhar.

Creio porque os prognósticos são mensuráveis, a curto, médio e longo prazo. Não são alvos ufanistas e mirabolantes que alguns programas, que não deram certo, foram impostos à Denominação no passado. Programas elaborados por quem possui o coração de pastor e leva em consideração o clamor das ovelhas, jamais a promoção pessoal, há que dar certo.

Creio por ver no cenário batista acentuada tendência para o eufórico, apelos emocionais, resultados imediatistas, sem zelar pelo conteúdo, e, o pregador tem demostrado ao longo dos anos não integrar cultos emocionais, apelos descabidos, teatralização da mensagem para levar o povo à emoção momentânea. Não precisamos de animadores de auditórios, mas de líderes equilibrados, com os pés no chão, firmados nas verdades bíblicas.

Creio por ver nos prognósticos apresentados refutação ao barulho ensurdecedor. Os prognósticos dizem da necessidade que todo e qualquer dirigente de culto, de música, tenha conhecimento elementar de teologia e das doutrinas rudimentares dos batistas. Há heresias em demasia em nome do louvor. A verdade bíblica não pode ser postergada a um momento de euforia coletiva. Aliás, um pergunta: Na grade curricular dos cursos de Música existe a matéria Teologia bíblica? Quem preside não pode menosprezar esta verdade rudimentar de liderança.

Creio porque a mensagem aponta para a necessidade de se unir caráter e integridade ao dom da oratória. Este sem aquelas é discursos sem nexo. Não há como suportar por mais tempo oradores cujas vidas não condizem com a mensagem que transmitem. A liderança precisa tratar com seriedade aos que comparecem às Assembleias e isto passa pela seleção dos oradores, suas vidas familiares. Integridade em todos os aspectos da vida e compromisso com a Denominação e também com os que estão de fora. Não dá mais para ouvir alguém pregando uma “bela” mensagem e alguém do lado dizer baixinho: “ele deixou dívidas na igreja, multa de carro para pagar. Saiu fugido do Estado tal e abandonou a esposa”.

Creio querido missionário, porque antes de qualquer coisa, creio que Deus continua dirigindo o seu povo e a história que este povo está escrevendo. O pregador faz parte desta história. Sim, creio!

Pr. Julio Oliveira Sanches




5 comentários:

  1. Parabéns pelas devocionais publicadas e pelo concilio logo mais as 16hs. na PIB Faraol

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  2. Dc,. Ivan roberto1 de maio de 2012 14:05

    Obrigado meu amado(a). Deus te abençoe e te guarde.

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  3. Foi benção de Deus o concilio realizado na PIB Farol, todos os 5 candidatos foram aprovados por unanimidade.

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  4. foi gratificante vê a desenvoltura nas respostas dos candidatos ao corpo diaconal da PIB Farol.

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  5. Foi bem proveitosa a nossa reunião hoje do conselho da ADBRN na IB Alecrim.

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