FAZENDO MISSÕES

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Os tempos atuais são de intensa luta pela verdadeira família. Por isso é bem adequado o tema anual da Convenção Batista Brasileira: “Família – o ideal de Deus para o ser humano.” Mais do que nunca em nosso meio é preciso dar ênfase à família nos moldes em que o Senhor a criou.
Sim, porque antes de mais nada é preciso frisar que a família é criação de Deus. Não se trata, como dizem alguns adesivos bem populares, de uma simples “ideia” ou mero “projeto” de Deus, mas de algo definido, pronto; uma obra de Deus, e, portanto, perfeita. O fato de o ser humano falhar em estabelecer uma família segundo o padrão de Deus não invalida sua perfeição como obra do Senhor.
Aliás, esse tema é também feliz justamente por afirmar que existe um padrão divino para a família. A Bíblia afirma: “E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1.27). E, “Portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne.” (Gênesis 2.24). Por toda a Bíblia fica bem claro que só existe família quando um homem e uma mulher se unem no casamento; não há nenhuma alternativa a esse padrão, por mais que queiram os ativistas homossexuais e seus simpatizantes.
Outra coisa que esse tema igualmente lembra é que não há ser humano sem família. Uma criança é produto da semente do homem e da semente da mulher; ela pode nem conhecer o pai ou a mãe, ou ambos, mas eles existem e são responsáveis por cederem suas sementes para a sua concepção. Nenhum método conceptivo, por mais impessoal que possa parecer, prescinde da existência de um espermatozoide e de um óvulo. Uma pessoa, para se realizar como tal, precisa de uma família, precisa de um pai e de uma mãe, porque isso é o que pede a natureza do ser humano criado por Deus. Duas mulheres não serão nunca um pai e uma mãe. Dois homens não serão nunca um pai e uma mãe. Infelizmente, dois homossexuais e uma ou mais crianças, não constituem uma verdadeira família como a criada por Deus.
A instituição familiar tem sofrido muitos ataques nos últimos tempos, além daquelas tentativas já seculares, como a prostituição, o adultério, a bigamia, o divórcio (antigamente conhecido como desquite), o homossexualismo e outras mazelas há muito conhecidas. Ultimamente, certas minorias de mente totalitária, mas muito bem organizadas, tem-se infiltrado no poder público (executivo, legislativo e judiciário) para efetuar mudanças na maneira natural de existência da família. Por exemplo, há um projeto no Legislativo nacional que pretende eliminar das certidões de nascimento a caracterização de “pai” e “mãe”. Desejam que as crianças sejam registradas sem que sejam identificados quem são seu pai e sua mãe, pois isto constrange os homossexuais que querem ter filhos.
Outro exemplo é a decisão recente do mais alto poder judiciário de obrigar os cartórios de registro civil a realizarem casamentos de homossexuais. Entretanto, a Constituição Brasileira, que é a nossa lei maior, estabelece que casamento é uma união entre um homem e uma mulher. Para mudar isso é preciso uma emenda constitucional, mas os ativistas sabem que não conseguiriam aprovar tal emenda, e por isso agiram por outros meios. Aliás, esses ativistas têm um medo tremendo de que se faça um plebiscito nacional, conforme proposta de parlamentares evangélicos e católicos, para a aprovação ou não do casamento entre homossexuais,
Mas há outros grupos tentando destruir a família: políticos de esquerda radical, intelectuais das universidades, pessoas que escrevem novelas de TV, diretores e produtores de TV e cinema, artistas, jornalistas da mídia impressa e digital, escritores, empresários que se beneficiam de alguma maneira com a decadência da estrutura familiar, pervertidos sexuais de todos os tipos, etc. Eles nem sempre agem de maneira articulada, mas a miúdo percebemos sua ação. Por exemplo, a frequência com que os jornais noticiam casamentos entre homossexuais e outros fatos parecidos.
Entretanto, não cremos que a família possa ser destruída, porque é criação de Deus, e ninguém pode destruir a obra de Deus. E também porque a família é fundamental para a existência da humanidade. Destruir a família seria destruir o próprio ser humano. Portanto, continuemos lutando pela verdadeira família. Mas isso não quer dizer que podemos cruzar os braços, que podemos ficar descansados. Ao contrário, precisamos lutar bravamente pela família, por todos os meios lícitos. Isto inclui manifestações públicas de grupos organizados, posicionamento de pastores e líderes, no púlpito ou fora dele, pressão sobre o poder público (legislativo, executivo e judiciário) e resposta pronta a todo e qualquer ataque que presenciarmos contra a família.
Porém, a maneira mais acertada de lutar pela família não é nada disto. Lutaremos muito melhor pela verdadeira família cristã, construindo verdadeiras famílias cristãs. À medida que os cristãos praticarem o ideal de Deus para a família em sua própria casa, teremos a mais poderosa arma para derrotar os inimigos da mesma. À medida que os crentes em Cristo demonstrarem em sua vida familiar que existe um padrão determinado por Deus e que ele funciona de fato, cairão por terra os argumentos adversários.
O problema é que uma grande parte das famílias de nossas igrejas está fracassando redondamente em cumprir o ideal divino. Pesquisa feita nos Estados Unidos da América fez uma surpreendente descoberta: as pessoas que frequentam igreja, se divorciam muito mais do que as que não frequentam. No Brasil não foi feita nenhuma pesquisa assim, mas é provável que não seja muito diferente.

O mundo carece de exemplos, de modelos. Faça um teste: tente listar quantas pessoas você conhece cujos casamentos já duram mais de trinta anos, depois, mais de quarenta anos. E não estou falando só do tempo de duração da relação, mas também da qualidade da relação, de algo que possa ser usado como exemplo.
Quando todos os lares de nossas igrejas se transformarem em verdadeiras famílias segundo o ideal de Deus, teremos um mundo diferente, uma nação diferente, porque, como disse Jesus, somos o sal da terra e a luz do mundo. E esse sal e essa luz penetrarão a sociedade de tal forma, que as pessoas saberão que existe um padrão de família: a que Deus criou, e continua criando por meio daqueles que se submetem a ele. Porque a família é o ideal de Deus para o ser humano.

Pr. Sylvio Macri
Pastor da IB Central de Oswaldo Cruz-RJ

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